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Os containers são caixas que viajam pelos mares carregadas de mercadorias. Por isso, precisam de uma boa durabilidade, tanto em relação as movimentações de carga e descarga quanto a exposição em ambientes úmidos e carregados de substâncias que contribuem para a oxidação de metais, ou seja, ambientes onde o metal enferruja com mais rapidez. Você já deve ter ouvido falar que carros e bicicletas se danificam mais rápido em cidades litorâneas, não é?

O aço como conhecemos, aquele metal prateado usado desde a construção civil até utensílios domésticos, é uma liga metálica formada pela mistura de ferro e carbono. No entanto, é um material que, ao longo do tempo, corrói devido a sua exposição ao oxigênio e outras substâncias presentes no ar, originando uma camada de óxido de ferro, também conhecida como ferrugem. Diferentemente do ferro e do aço, alguns metais passam por uma reação semelhante mas que não desencadeiam um processo de corrosão e, por isso , não danificam e nem deformam o objeto que ele compõe. É o caso do níquel e do cobre, por exemplo, que ganham uma camada extra sobre sua superfície em um fenômeno conhecido como Pátina.


Não... não é a pátina que estamos acostumados a ver em revistas e sites de artesanato. A pátina é, na verdade, um processo restrito aos metais, em que acontece a formação de uma camada de determinado composto químico na superfície de um objeto. Mas, diferentemente da ferrugem, essa camada adquire uma função de proteger o material original, mas acaba alterando a cor do objeto externamente. É o caso da Estátua da Liberdade, presente dado pelo povo francês aos Estados Unidos, feita em cobre por Gustave Eiffel. Atualmente, apresenta uma cor esverdeada. É esse material verde, uma composição de sais de cobre, o resultado da Pátina.


Voltando aos containers, o aço é o material ideal para resistir às movimentações de carga e descarga, sendo carregados por gruas e guindastes nos portos. Mas, para ambientes muito úmidos e carregados de substâncias como nos litorais e oceanos, o aço não é o mais indicado. A solução para isso foi usar o aço patinável. Uma liga que adiciona na mistura de aço e ferro, metais que passam naturalmente pelo processo de pátina, como cobre, níquel e cromo.


Casa BLM. Projeto desenvolvido por Atria Arquitetos utilizando aço corten. Foto: Haruo Mikami.

O COR-TEN ou Corten é o nome da marca que fabrica o aço patinável. Existem outras, mas essa é a mais conhecida e acabou apelidando esse tipo de aço. Naturalmente, são metais avermelhados que, assim como vimos no caso da Estátua da Liberdade, vão ganhando tonalidades diferentes e se transformando, sendo um recurso utilizado intencionalmente por arquitetos e artistas plásticos. Mas quando o assunto é container eles ganham uma camada a mais de proteção e pinturas coloridas, como os nossos móveis!



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É até difícil imaginar, nos dias de hoje, como era feito o transporte de cargas. Anteriormente à invenção dos containers, os itens eram transferidos individualmente ou em caixas de madeira, sem padronização e organização, demandando maior tempo e mão de obra para carregar e descarregar os lotes que passavam de armazém em armazém até embarcarem nos navios. Os containers fizeram uma verdadeira revolução na organização e eficiência do transporte de mercadorias e produtos que atravessam um país rumo a outros países, vários localizados em outros continentes.


Sem dúvidas o processo de carga e descarga despendia muito tempo e era pouco eficiente. Tendo em mente o crescimento da produção e o mercado cada vez mais globalizado, era necessário repensar o sistema de transporte visando a integração entre os diversos modais para atender a crescente troca comercial entre nações. Não só nos portos, mas entendendo o processo como um todo, desde a saída de caminhões e trens de uma fábrica ou armazém até a chegada nos portos para, enfim, embarcar em um navio.



Foi na primeira metade do século XX que Malcom McLean teve a ideia de pensar em soluções para otimizar tal processo. Nascido na Carolina do Norte, nos EUA, teve uma empresa de transporte rodoviário de 1930 a 1955, chegando a ser a segunda maior empresa do ramo com uma grande frota de caminhões. Mas, durante a sua experiência, reparou na perda de tempo e desorganização no sistema de transporte de cargas. Até que, em 1955, decidiu vender sua empresa e se dedicar ao transporte marítimo.



Após vários testes, criou uma grande caixa metálica, padronizada e empilhável. No entanto, eram necessárias adaptações tanto nas embarcações quanto nos portos, além de lidar com as brigas que surgiram com sindicatos dos trabalhadores de carga e descarga. Inicialmente os navios instalaram guindastes em seu próprio convés, evitando, assim, que os portos passassem por grandes reformas. No entanto, já com resultados otimistas sobre a invenção e sua efetividade, os portos passaram a se adaptar às caixas de aço.


McLean persistiu em sua revolução e os navios containers dominam os mares e o transporte de cargas, representando uma economia de tempo e trabalho braçal. Com o passar dos anos, a tecnologia se aperfeiçoou. Na década de 1970 as medidas foram padronizadas de acordo com normas internacionais para produção de containers, estabelecendo parâmetros que enxergam o sistema de modo global e compatível com os diversos portos espalhados pelo mundo. Sem mencionar que caminhões e trens também se adaptaram à nova invenção, permitindo uma interligação entre modais que aumenta a agilidade dentro de um mercado cada vez mais rápido e volumoso.

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Na última semana o navio encalhado no Canal de Suez deu o que falar. Após uma semana, ontem, dia 29 de fevereiro, o porta containers foi finalmente liberado, deixando aberta a passagens de centenas de outros navios que estavam a espera para cruzar o canal. O acontecimento certamente gerou reflexos na economia global, já que o canal é um atalho marítimo para embarcações que navegam, principalmente, da Europa para a Ásia e vice-versa.


Para efeito de curisosidade, o Ever Given, nome do navio encalhado, é um dos maiores porta containers do mundo, capaz de transportar até 20.000 dessas enormes caixas de aço pelo oceano que levam em seu interior desde produtos alimentícios até peças automotivas e barris de petróleo. Apesar dos principais afetados serem os países da Ásia e Europa, o Brasil também pode sofrer alguns reflexos desse nó de logística mundial.




As consequências são vários (vamos deixar um link de uma reportagem no final). O aumento do valor do frete é o primeiro deles. Se o canal de Suez é um atalho, a saída para os navios que esperam a pasagem ser liberado é um longo caminho ao redor de todo o continente Africano. Isso implica em dias a mais de viagens e, consequentemente, mais custos. E, mesmo com o navio removido, a normalização não é imediata. Ainda vão levar alguns dias para que o fluxo no canal se normalize.


Para nós, brasileiros, os preços poderão ser sentidos em alguns produtos que são importados pelo Brasil. Componentes eletrônicos, peças automobilísticas e combustíveis podem ter seus custos de importação aumentados e chegarem em menor quantidade, inteferindo no valor final dos produtos montados e vendidos no Brasil.


Nós, que trabalhamos com containers para produção dos nossos móveis, ficamos impressionados com o tamanho do navio encalhado. Só de olhar as imagens já é de se imaginar o tamanho da encrenca! Trouxemos aqui um pouco de informações para entendermos como o transporte marítimo utiliza os containers e o volume de mercadorias que eles são capazes de levar de um lado ao outro do planeta.


Para mais informações você pode ler a reportagem do canal de notícias da UOL.


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