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Design Autoral

Um olhar sobre a criatividade


Foto: @tiago_nunes_foto


“O ato de projetar acontece por olhos curiosos que habilitam o profissional pela capacidade de visualizar o que realmente acontece no entorno” afirmam os irmãos Humberto Piva Campana e Fernando Piva Campana, duas referências no design brasileiro, a respeito da arte de se projetar móveis de forma autoral. Eles acrescentam ainda que é a partir de uma visão apurada que analisa o cotidiano, os locais, as pessoas e a cultura que surgem ideias inusitadas.

Foto: www.cidadaocultura.com.br


Na história do design, alguns estudiosos entendiam que o papel do designer era projetar móveis para fins industriais. Hoje reconhecemos que esse estudo é uma ferramenta de indagação dos valores e conteúdos simbólicos e serve como propulsor de ações criativas - é isso que tentamos fazer todos os dias.


Aqui na emobilia, acreditamos que os criadores devem ir além da estética, eles devem oferecer conhecimentos sobre ergonomia, usabilidade, uso eficiente dos materiais e sustentabilidade. Ao contrário de peças produzidas em larga escala, o resultado desses estudos oferece mais autenticidade em cada detalhe da composição.


A história do design autoral no Brasil


A história do design autoral no Brasil remonta ao século XIX, quando o país passava por um processo de industrialização e urbanização. Nesse período, os primeiros designers começaram a surgir, com foco na produção de peças únicas e personalizadas para a elite da época. Esse estilo pioneiro destacava-se pela influência da arte europeia e pelas técnicas manuais, incorporando elementos da cultura indígena e afro-brasileira, que contribuíam para a singularidade das peças.

Nas décadas de 1920 e 1930, o país se viu em meio a uma efervescência artística e cultural conhecida como a Semana de Arte Moderna de 1922. Esse movimento trouxe consigo uma nova concepção do design no Brasil, baseada na liberdade criativa e na valorização da brasilidade. Artistas e designers, como Di Cavalcanti e Flávio de Carvalho, foram pioneiros ao integrar as artes plásticas, o design e a arquitetura, dando origem ao que viria a ser chamado de design autoral.

Fonte: www.doppiozero.com


Alguns anos depois, na década de 1960, o país vivenciou um movimento modernista de reconstrução nacional, e o design autoral brasileiro alcançou reconhecimento internacional. Nomes como Sergio Rodrigues, considerado o pai do design moderno no Brasil, e Lina Bo Bardi, uma arquiteta visionária, ganharam destaque com suas peças de mobiliário e projetos arquitetônicos. Suas obras eram marcadas pela valorização dos materiais locais, pelas formas orgânicas e pela funcionalidade.


Atualmente, o Brasil conta com uma diversificada geração de designers autônomos e marcas independentes, que buscam a originalidade e a conexão com suas raízes culturais. A internet e as redes sociais abriram portas para a divulgação e comercialização dessas criações autorais, permitindo que o talento brasileiro alcance mercados globais.


Foto: @tiago_nunes_foto


E o que classifica o design como autoral?


Pensados enquanto obras de arte, os móveis de design autoral apresentam um padrão elevado de qualidade, durabilidade e acabamento. A produção ocorre de maneira mais lenta, já que prioriza um maior cuidado com cada detalhe da composição, resultando em produtos que podem durar uma vida inteira, mas se mantêm atemporais pela visão única de seus criadores.

Uma criação autoral é um processo íntimo, onde o designer se envolve completamente em todos os processos de desenvolvimento do produto, da criação ao seu desenvolvimento. Acreditamos que um objeto classificado como autoral é um pedaço do profissional traduzido em algo tangível ao consumo.


Foto: @tiago_nunes_foto


O design autoral e a emobilia


É certo que a atualidade passa por um momento propício para o questionamento de valores artísticos, socioculturais e do próprio campo do design, visto que a industrialização se encontra em um processo de saturação.


Para nós, é fundamental a busca por novos caminhos, a fim de promover novos sentidos e possibilidades projetuais que valorizam o âmbito atual, caracterizado pela singularidade.

Aqui na emobilia é assim: procuramos colocar em nossas peças um pouco de tudo o que nos trouxe até aqui, desde as referências que povoam nossa memória até as inspirações do dia a dia. Falamos sobre nossa origem, ancestralidade e valores. Tentamos - e acreditamos conseguir - transbordar um pouco de tudo, indagações, referências e reflexões, buscando novos caminhos a cada dia de trabalho vivido.

Foto: @tiago_nunes_foto

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